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sábado, 26 de abril de 2008

Portugal Natural: Sobreiro (Quercus suber)

Crédito da imagem: Naturlink

O sobreiro (Quercus suber) é uma árvore da família do carvalho, que surge de forma espontânea em muitos locais da Península Ibérica, principalmente no sul.

É uma árvore cujas características podem ser vistas aqui e que é muito importante do ponto de vista ecológico e económico, uma vez que:

· os montados reúnem características que permitem albergar uma grande biodiversidade;
· é muito importante para a produção de forragens, rama e frutos para alimento do gado, e para a conservação do solo.
· é a partir do sobreiro que se extrai a cortiça, da qual Portugal é o maior produtor mundial.
· é uma árvore muito resistente ao fogo, pelo que a sua plantação estratégica pode diminuir a área ardida nos incêndios;

No entanto, estas árvores têm um crescimento muito lento. Apesar de a cortiça ser retirada de 9 em 9 anos, um sobreiro demora cerca de 40 anos até começar a produzir cortiça em quantidades comercialmente viáveis pelo que, a sua plantação representa um investimento a longo prazo e que apenas será colhido na geração seguinte.
Dada a importância e o ritmo de crescimento que esta árvore tem, a mesma deve ser preservada e apoiada

Ligações externas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sobreiro
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=159

http://fundacaojlf.no.sapo.pt/Video.htm

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Formação da Serra da Estrela

Vale Glaciar do Zêzere
Crédito da imagem

A Serra da Estrela é a 2ª montanha mais alta de Portugal e a maior de Portugal Continenteal.
A sua origem, terá ocorrido há 650 milhões de anos, no Precâmbrico com a acumulação de sedimentos em meio marinho. De então para cá houve diferentes fases de enrugamento daqueles sedimentos, devido a forças convergentes que originaram movimentos tectónicos compressivos e o consequente crescimento da montanha.
Paralelamente também existiu erosão das camadas mais superficiais que originaram o aplanamento das mesmas e a instalação de massas graníticas em profundidade.
Apesar de podermos considerar que a elevação do último bloco rochoso que forma a serra ocorreu há 2 milhões de anos, a actividade tectónica ainda não terminou como se pode comprovar pela ocorrência de nascentes termais e de sismos.
No relevo da serrano há registo de várias grandes glaciações, a última das quais terá atingido a Serra da Estrela à cerca de 20 000 anos. As neves permanentes e os glaciares deixaram testemunhos geomorfológicos únicos em Portugal e constituem, sem dúvida, a maior originalidade da paisagem física da Serra da Estrela.
O Vale Glaciar do Zêzere (foto), alimentado pelos amplos circos do Covão da Ametade, da Candeeira e dos Covões, originou a mais extensa língua glaciária da Serra da Estrela, a qual terá atingido 13 km de comprimento e a altitude mínima de 680 metros e é hoje uma referência da Serra, com pormenores de extrema beleza.
Para saberem mais: Geologia da Serra da Estrela

quinta-feira, 20 de março de 2008

Programa-Lince: O Lince está de volta ao blog

Créditos da imagem: Aldeia de Malcata

Na mensagem relativa ao Lince-Ibérico, recebemos um comentário da Liga para a Protecção da Natureza que dá conta da existência do "Programa Lince", resultante de uma parceira conjunta entre a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e a Fauna & Flora Internacional (FFI). Actualmente este programa trabalha no sentido da recuperação, gestão e conservação do habitat da espécie e das suas presas no Sul de Portugal.

O comentário feito demontra que este blog tem razão de ser e é um estímulo para a continuidade deste. Obrigado pelo reconhecimento.

Para saber mais:
Programa Lince
Liga para a Protecção da Natureza (LPN)
Fauna & Flora Internacional (FFI)


Os links para as páginas da LPN e FFI estão colocados na barra lateral em "Páginas de Ciência"

sábado, 8 de março de 2008

Portugal Animal: Lince-Ibérico (Lynx pardinus)

crédito da imagem

Depois de termos iniciado a série “Portugal Natural” com o rio Sousa começamos agora a série “Portugal Animal” com o Lince-Ibérico.
Nesta série pretendemos divulgar a fauna portuguesa de modo a podermos conhecer o nosso património e a sensibilizar para a sua preservação.

Características
O Lince-Ibérico é um felídeo de pelagem castanho-amarelada com pintas negras e cauda curta com a ponta preta. Uma característica muito particular é o facto das orelhas possuírem nas extremidades pêlos rígidos em forma de pincel.
É um predador de topo de hábitos crepusculares/nocturnos que se alimenta preferencialmente de coelhos, ou de outros pequenos mamíferos. Procura habitats “em mosaico”, seleccionando bosques, matagais e matos densos para abrigo e reprodução, alternando com biótopos abertos para captura de presas e evita habitats artificializados, nomeadamente plantações florestais de exóticas e extensos campos agrícolas,
A gestação demora dois meses e as crias nascem em Março/Abril, registando-se 2-4 crias em cada ninhada, sobrevivendo duas à fase de aleitamento.

Distribuição
O Lince-Ibérico é um símbolo da fauna portuguesa apesar de, aparentemente, já não existir no nosso país. Este mamífero, que apenas existe na Península Ibérica, é considerado o felino mais ameaçado do mundo, calculando-se que existam apenas cerca de 200 indivíduos distribuídos por vários grupos dispersos em resultado da fragmentação do seu habitat natural e da diminuição do número de presas.
A existência de um programa de conservação e reintrodução do lince-ibérico, subscrito pelo Governo central, pela Andaluzia, Extremadura, Castela-La Mancha e Portugal poderá salvar este magnífico animal da extinção. No Parque natural de Doñana (Andaluzia) têm nascido algumas crias de lince, o que apesar de ser bom pode não ser significativo, uma vez que para evitar o desaparecimento da espécie deve haver uma preocupação extrema com a preservação do seu habitat natural, onde ele possa ser (re)introduzido. Na região sul do nosso país existem vários locais que mantêm características adequadas para a presença de lince ou que podem ser melhoradas para permitir a sua recuperação/reintrodução a médio/longo-prazo.
O objectivo é que esta espécie deixe de figurar na lista vermelha do Perigo de Extinção em 2011, para passar a espécie Em Perigo e que, em 2020 possa ser, apenas, espécie Vulnerável.

Informação recolhida em:

http://www.confagri.pt/
http://carnivora.fc.ul.pt/lince.htm
http://clubedaciencia-mlamas.blogspot.com/2008/01/lince-ibrico.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lince-ibérico
http://www.icn.pt/psrn2000/caracterizacao_valores_naturais/FAUNA/mamiferos/Lynx%20pardinus.pdf

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Portugal Natural: Rio Sousa


Um dos objectivos deste blog é dar a conhecer espaços naturais de Portugal, bem como a fauna e a flora que podemos encontrar neste país.
Nesse sentido damos a conhecer o rio Sousa que passa em Paço de Sousa e que dá nome à região em que estamos inseridos: O Vale do Sousa.
Este rio tem nascente em Friande (Felgueiras) e desagua em Foz do Sousa (Gondomar), sendo afluente da margem direita do rio Douro.
No seu percurso atravessa zonas densamente povoadas, o que lhe causa impacto significativo: existem vários relatos de poluição severa do leito do rio e das suas margens causados por diferentes actividades humanas. Os incêndios que se costumam verificar no Verão contribuem também para uma menor riqueza deste rio e abrem espaço para o eucalipto, que ocupa uma área cada vez maior.
Estes factos diminuem qualidade da água e das suas margens, afectando toda a comunidade do ecossistema.
Um dos locais mais conhecidos do rio Sousa é a sua passagem por Aguiar de Sousa (Paredes), junto à capela de Nossa Senhora do Salto, onde corre entre falésias de grande beleza. Este ponto é um local muito visitado, sobretudo durante a romaria anual,apesar de já ter perdido muito da antiga atracção...

Mais informações sobre o rio Sousa e a sua ecologia na página da Associação dos Amigos do Rio Sousa

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Dinossáurios em Portugal

Lourinhanosaurus antunesi

Portugal é abundante em fósseis de dinossáurios, quer se trate de ossos e dentes, quer de vestígios da sua existência, como são as pegadas e os ovos. Um exemplo de registo fóssil de dinossáurio é o esqueleto de Lourinhanosaurus antunesi, que é uma espécie única no mundo e apenas conhecida na Lourinhã, sendo o seu nome dedicado à vila onde foi descoberto.
Todavia, apesar de a variedade e quantidade dos achados fósseis tornar o nosso país uma das regiões da Europa com mais interesse no estudo destes animais, continuamos sem estruturas capazes de corresponder a esta riqueza, apesar de nos últimos anos terem registado algumas melhorias.

Mais informação sobre Lourinhanosaurus antunesi :
Jazidas de fósseis de dinossáurios em Portugal http://www.mnhn.ul.pt/dinos/public_html/Jazidas/index.html
Texto de Galopim de Carvalho sobre os dinossáurios em Portugal http://www.triplov.com/galopim/galopim_dantas.htm